O da pastelaria, que há anos não descola da sua cadeira especial, daquelas que têm apoio para os braços, tipo lugar cativo, onde cusca os vícios da comarca. Não o tenho visto. E a cadeira lá está, oca. Nunca mais vi o Pereira da farmácia. Pelo menos trajado de branco. Ontem vi-o passar, de bombazina e cabedal, mas não me atrevo a confessar-lhe as maleitas naqueles propósitos. Do colega Pereira, o da Alta Finança Rural, também nada sei. Esse, a última vez que lhe pus a vista em cima, foi no elevador. Subimos do zero ao quatro – nesse dia ele arriscava um Casual Day, com um polo cor-de-laranja da Modalfa. Afoito, porque na repartição ainda não foi instituída essa Sexta-Feira redentora. E, também não tenho tido notícias do Pereira da margem sul. Suponho que ainda odeie a Internet, tanto quanto adora as mulheres latinas (e o Blitz).
E o último, Pereira, só por ter chegado mais tarde e, com vírus. Que apesar de "velhaco" para com o povo blogosférico, tinha refúgio especial nesta casa. Não sei dele!
Sumiu-se parte do meu Alter-ego, artístico, digamos assim (impiedosamente, como a chuva que cai na Segunda Circular).
15.1.09
Não sei do Pereira
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