18.11.08

Nivea, visão antropomórfica



Regresso a casa, normalmente a ouvir a rubrica ‘Janela Aberta’ do Rádio Clube Português. Devo admitir que sempre que é anunciado pelos apresentadores: “E agora, vamos recuperar o vírus de Pacheco Pereira” toco discretamente no volante e mudo o posto do rádio. Não é por nada, apenas por hipocondria.

Hoje não mudei de posto e, lá está, fui agradavelmente surpreendida. Afinal, Pacheco Pereira falava de bricolage literária, elogiando nostalgicamente o mítico creme Nivea. “Depois de passarem devidamente pelo frigorífico para matar os bichos, untam-se as capas dos livros com creme Nivea, e eles ganham a humidade que precisam para aguentarem mais uns anos, sem o couro estalar”. Boa dica, porém escusada à minha parca biblioteca em cartão.

Agora, vou espreitar o ‘Abrupto’, talvez Pereira tenha lá posto mais dicas de bricolage, quem sabe sobre aplicações em silicone, vem aí o Inverno e dava-me jeito pois tenho tido problemas de infiltração.

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