
Sim, tenho muitas embirrações parvas. Hoje quando vinha para o trabalho, atrasadíssima – isto importa para o assunto, deparei-me com a minha embirração por certos carros, são eles: o Renault 5 (incluí a versão turbo com volante almofadado) e veículos em tom pastel, carrinhas de caixa aberta e Mercedes taxi. O maior desatino é com o Renault 5. Encontrei neste veículo a referência, é um carro piroso, tá dito. Dizem que é bom (prefiro uma 4L), até já tive que me sentar num – de uma colega que me dava boleia para as aulas na faculdade. Ela, afiançava a força bruta e resistência do seu mais-que-tudo-renô, testava-o sobretudo quando visitava os pais e fazia travessias Évora-Tavira. Apesar da caridade, assim que pude raspei-me da boleia e optei pela camioneta da carreira. Já a embirração por carrinhas de caixa aberta (em tom pastel) tem mais a ver com perigo eminente de acidente, é que as associo aos bucólicos cruzamentos e entroncamentos do Alentejo. Durante anos apanhei carrinhas em tom pastel, que se atravessavam, alheias às regras da prioridade, no meu caminho. Fiz um estudo sobre elas, seguia-as de um lado ao outro das faixas, abrandava e acelerava ao mesmo ritmo, só não fui para os copos com elas. Essas carrinhas são bêbadas por natureza, estacionam em tascas e depois aventuram-se nos IP’s provincianos. E por último, os manhosos táxis (em tom pastel) que me tentam apertar todos os dias na rotunda (do Marquês), os sacanas. Não há distinção, da velha guarda ou nova geração, todos os taxistas me tentam lixar no Marquês – outro dia explicaram-me porquê (parece que um tom pastel parado por causa de batidela, custa cerca de 150 euros por dia ao suposto batedor, um arredondamento ao que perde em corridas por dia). E outra coisa, nos tempos em que viajava mensalmente para o estrangeiro (gosto de dizer assim, é vago), era enxovalhada sistematicamente por pedir encarecidamente ao senhor taxista para me levar do Aeroporto da Portela à Avenida EUA. Realmente a distância é curta, mas que raio, a não ser um bus de vez em quando e a certas horas, não existem outras alternativas a partir da Portela. Mas o que me aborrecia mesmo, era ouvir invariavelmente o conselho amigo: vai antes apanhar o táxi às ‘Partidas’, é que lá os taxistas são simpáticos. Como sou embirrenta, preferi sempre a casmurrice dos Mercedes pastel das ‘Chegadas’. Dá mais pica, e além disso anda-se menos, ainda que o aeroporto não seja assim tããão imenso.
6 comentários:
Vanessa, eu não sei o que há-de ser de nós. Há constantes testes ao nosso "amor".
EU TINHA UM RENAULT 5 (saga!)
E agora?
- pipocas
- renault 5 (saga!)
(sou só defeitos)
(hi hi hi hi)
O que estaria nesse comentário apagado? acoólica travessia diária a bordo de uma caixa aberta para Oeiras??
amor sem embirração não tem piada :)
Era o mesmo. No soluço causado pela embriaguez (do suminho de laranja natural. Coninhas, suminho de laranja natural com feijoada onde é que já se viu. Olha mais um defeito!) publiquei duas vezes o mesmo e eu que não quero além de tudo o que já sabemos, ser também cansativa e repetitiva apaguei-o.
(como é que descobriste que ao fim de semana agito a melena na caixa aberta cremezinho que possuo?)
Olha, vou-me coibir de comentar em detalhe a feijoada, é que ainda tenho aquela bonita e espumosa imagem da morcela a pairar na cabeça (o ar puro da faixa de rodagem afectou-me mesmo; e a bejeca)
(porque tu gostas desses tons, amor, entre o pastel e o pérola).
(ai não me fales desse modo que coro)
:)
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