Estou um bocado cansada.
Não é aquele cansaço habitual, maior, como diz o poeta:
"O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo,
ele mesmo,
Cansaço"
É outro, mais miudinho. Pequenino, ruinzinho, da vidinha aqui ao lado. Do quiosque - do jornal e da revista, vociferar de café, do programa da Fátima Lopes, do vox pop de repartição, do comentário acutilante, mas esquizofrénico - estúpido, e de contornos suicidas, de ignorante que é. E ainda, ter que me ouvir, ser maçada com a minha opinião. Precisar de a exorcizar, que o fel é como o vírus. Cansa-me sobretudo acreditar no momento que, bem aproveitado, até podia ser histórico, se houvesse elevação no discurso.
6 comentários:
São dias. bjinhos
Olha que não, olha que não.
beijinhos (que raio, já "cá" estás ?? - teclas com marfim, ou pérola?)
p.s. arrojaste, lá do outro lado.
Pronto então são fins de tarde :)
Estou em casa à espera de ir lanchar com uma miga pá.
teclo com pérola (acho eu. estou na dúvida, mas gosto)
P.S. Acho que vou ser banida...
Estou um cadichinho envergonhada e quem sabe um cadichinho arrependida. (ou não) eh eh eh eh
Eu bem digo que preciso das magas.
Vá então.
BJINHOS!!!! :)
Errata: mangas.
Andreia, o que me incomoda é não existir disponibilidade para a discussão séria, a informação que chega às massas, cada vez mais (e se a imprensa está em crise, azar, eu também) é irresponsável. Isso reflecte-se, entranha-se, reforça a nossa personalidade, medíocre, mesquinha, ressabiada. Repara na promiscuidade actual: política, justiça, imprensa e zé povo. O momento reflecte-o bem - o português é um triste multifacetado, é treinador de bancada, juiz de pastelaria, invoca tudo quanto é assunto com a descontracção com que emborca uma bejeca. Ainda por cima é gozado, pelo 'Estado de Direito'. Falta elevação, discurso que faça o tuga pensar pela sua cabecinha – evolução. Condicionar o povo, atingi-lo deliberadamente no pior do seu DNA é maquiavélico. Por isso te digo, este cansaço não é de fim de tarde.
Quanto ao resto, é um grande texto!
Não sejas parva (ops)!
Vá então,
besitos calientes
:))))
Ah era disso que falavas. Às vezes não atinjo. Esta foi uma delas. É da percepção. Estamos mais acordados para umas coisas que para outras. Concordo contigo. Eu sou das calonas descrentes infelizmente.
Pensava que tínhamos acordado em acabar com a parvoíce. Pelo menos em público. :)
Mas lá está, sendo parva como sou, não vai dar. E eu tudo bem.
Ainda assim cagufa de ser mal interpretada. E no entanto, já o tendo sido tantas vezes, já devia estar habituada. (gosto mesmo de rimar. É uma compulsão.)
Bjinhos AMIGA!
Bom fim de semana.
(Se não responder a eventual mail ou comentário é pq não me liguei. Do not panic. I repeat. Do not panic. eh eh eh eh)
ROGER. OVER. DESLIGO.
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