hoje já me ri muito no local de trabalho (coisa rara nos tempos que correm)... nao é que eu pedi aprovação de um dos senhores doutores (estes sao mesmo médicos) para colocar na rua uma jumbo box (é assim uma cópia da embalagem de um medicamento mas em gigante que depois se coloca em montras, expositores, para que os simpaticos utentes adoentados vejam em hiperbole a sua salvação - sim resulta) neste caso de um medicamento muito apreciado pelos portugueses. Ora, para este tipo de 'material' geralmente a aprovação é um mero proforma, pois não tem claims enganadores, não faz comparações dúbias, não promete algo que não está provado, não senhor, é uma cópia integral da cartonagem de transporte do medicamento, algo que já está mais do que aprovado, até mesmo pelas entidades legais do país...
...e não é que quando voltou o processo para as minhas mãos, depois de um longooooo circuito, veio reprovado?!?!?! «e porquê?!», disse eu com ar muito surpreendido para o intermediário que me diz «Porque tens de colocar 'Não contém medicamento' a vermelho e em grande.» AH! AH! AH! claro perdi 9 dias uteis de colocar isto na rua enquanto há virus por aí a proliferar, porque o senhor doutor acha que os utentes provavelmente estarão já a delirar e vão achar que a jumbo box contem jumbo comprimidos?!?!?......
Deduzo assim que o que importa quando temos a responsabilidade de aprovar algo, não é a declinação de um processo de visão supostamente mais abrangente do que o do executante (quando é caso disso) mas sim o acrescentar dizer qualquer coisa por cima do executante, qualquer coisa, de preferência que esteja dentro das regras teóricas do caso em si (por exemplo se eu colocasse cartonagens reais vazias com o intuito de visibilidade, aí até aceito que teria de colocar 'Nao contem medicamento'. É como os senhores da policia inglesa que não exercem as investigações pelo processo da materialização (como os senhores da policia portuguesa!!!) mas pelo processo da formalização... já que, já que...
...e não é que quando voltou o processo para as minhas mãos, depois de um longooooo circuito, veio reprovado?!?!?! «e porquê?!», disse eu com ar muito surpreendido para o intermediário que me diz «Porque tens de colocar 'Não contém medicamento' a vermelho e em grande.» AH! AH! AH! claro perdi 9 dias uteis de colocar isto na rua enquanto há virus por aí a proliferar, porque o senhor doutor acha que os utentes provavelmente estarão já a delirar e vão achar que a jumbo box contem jumbo comprimidos?!?!?......
Deduzo assim que o que importa quando temos a responsabilidade de aprovar algo, não é a declinação de um processo de visão supostamente mais abrangente do que o do executante (quando é caso disso) mas sim o acrescentar dizer qualquer coisa por cima do executante, qualquer coisa, de preferência que esteja dentro das regras teóricas do caso em si (por exemplo se eu colocasse cartonagens reais vazias com o intuito de visibilidade, aí até aceito que teria de colocar 'Nao contem medicamento'. É como os senhores da policia inglesa que não exercem as investigações pelo processo da materialização (como os senhores da policia portuguesa!!!) mas pelo processo da formalização... já que, já que...
1 comentário:
as coisas grandes assustam muita gente.
Nini, bem vinda :)
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