Agora é que foi.
Uma vez um amigo chamou-me à atenção para o seguinte, dizia ele: quando lemos Saramago parece que nos conta a história ao ouvido com aquela sua voz.
Uma vez um amigo chamou-me à atenção para o seguinte, dizia ele: quando lemos Saramago parece que nos conta a história ao ouvido com aquela sua voz.
Isto porque os livros de Saramago pontuam pela naturalidade verbal, e não pela regra. De facto, fora dos livros não falamos com pausas nos tempos certos, não fazemos travessão antes de iniciar conversa, os diálogos da vida transbordam esse tipo de regras, porque a vida não tem regra. Ainda bem que Saramago escrevia assim, agora, que morreu, a sua voz mansinha de velho irónico e sábio irá perpetuar-se no nosso ouvido sempre que o lermos.

2 comentários:
Nunca me fascinou. Mas respeito (muito) quem hoje ao escrever alguma coisa sobre este assunto o fez assim como tu, e não a "cagar" postas saramaguianas retiradas de uma qualquer wikipédia virtual. Se o senhor Saramago escrever assim como o descreves sou bem capaz de andar a perder algo em grande.:)
Beijinhos
:)obrigada.
Postas saramaguianas é muito bom! :))
Há uns anos comecei a ler o "Memorial do Convento" e não terminei .. agora li "Caim" e " A Viagem do Elefante" e diverti-me muito, achei delicioso, mesmo.
O resto da obra vai ser lido com o tempo.
Beijinhos
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