"Um pai e um filho caminham sozinhos pela América. Nada se move na paisagem devastada, excepto a cinza no vento. O frio é tanto que é capaz de rachar as pedras. O céu está escuro e a neve, quando cai, é cinzenta. O seu destino é a costa, embora não saibam o que os espera, ou se algo os espera. Nada possuem, apenas uma pistola para se defenderem dos bandidos que assaltam a estrada, as roupas que trazem vestidas, comida que vão encontrando - e um ao outro. A Estrada é a história verdadeiramente comovente de uma viagem, que imagina com ousadia um futuro onde não há esperança, mas onde um pai e um filho, "cada qual o mundo inteiro do outro", se vão sustentando através do amor. Impressionante na plenitude da sua visão, esta é uma meditação inabalável sobre o pior e o melhor de que somos capazes: a destruição última, a persistência desesperada e o afecto que mantém duas pessoas vivas enfrentando a devastação total."
O livro é, talvez, um dos melhores que li nos últimos tempos. No entanto, a crueza com que Cormac Mccarthy narra a história provoca enorme desassossego. E daí o livro ser tão extraordinariamente viciante.
3 comentários:
CURIOSIDADE LIGADA! :)
Quando quiseres ;)
Mas aviso-te, há que estar psicologicamente preparado para um livro destes, que desatino, que agonia, ao mesmo tempo que beleza, que ode à bondade - ainda estou da ressaca do maldito :)))
bejus
OK! (mas só to peço depois de ler o MULHER e de o devolver!) bjufas.
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