Tenho reparado que ultimamente os responsáveis pela Saúde cá do sítio, aqueles que andam a tentar que eu não morra de gripe, têm estado consecutivamente a emitir declarações (exclusivamente publicadas em jornais) sobre a gripe assustadora e a vacina que vai pelo mesmo caminho. Com maior ou menor floreado literário, todos querem dizer uma coisa: os mails que correm por aí sobre a gripe e a vacina não são de fiar.
Pois tenho a informar os senhores: estou muito orgulhosa de todos, porque é raro as altas autoridades importarem-se com estas coisas vulgares. Vulgar no sentido depreciativo. Falo dos mails que toda a gente recebe, assinados por os mais diversos PhD's mas que só o povo iletrado acredita e que a elite intelectual trata como se não existissem. Orgulhosa até porque denoto que estes foram lidos e analisados. Ora agora, que já chegaram a esta fase só falta mais um bocadinho assim. E como sei que o senhor George vem sempre aqui visitar este blog, vou-lhe dar uma sugestão: se quer ser mesmo eficaz com o alerta, mande mails a dizer o que escreve para o jornal. Envie para todo o lado. Pague a um cromo daqueles que sabe fazer mails que se propagam como a gripe. Ponha no subject "Enlarge your penis". (acredito que há mais gente a ler isto do que o jornal). Em suma, utilize a mesma arma. No fundo, a única coisa que precisa é de matemática.
A outra recomendação é sobre como devem tratar o caso das grávidas vacinadas (3 ao momento) que perderam os fetos. Telefone ao Nuno Crato (pessoa que sabe fazer contas ao mesmo tempo que comunicar, raridade). Diga-lhe quantas grávidas foram vacinadas (x), quantas mortes fetais existem em portugal (y), este y pode ser média, pode ser por ano, o que quiser, tendo em conta que quanto mais rigoroso for o número mais certa será a resposta. Ele diz-lhe em três segundos se há ou não alguma relação entre a vacina e a morte fetal. É muito simples e toda a gente percebe. Escusa de gastar paleio com anoxias e essas coisas. No fundo, a única coisa que precisa é de matemática.
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