Hoje sinto-me extraordinariamente literária (i.e. com uma vontade inexplicável de falar mas como não tenho com quem, escrever) por causa do público que hoje se tornou bastante produtivo em termos de produção de novas teorias (um dos meus passatempos preferidos embora, confesso, precisar de estímulos externos, dada a minha baixa condição intelectual). Li, entre outras coisas importantes, o Lobo Antunes que vem no suplemento e o Vasco da última página. Este último produziu em mim uma quantidade de teorias e confirmações a algumas já formuladas que nem sete blogues chegavam para as enunciar. Este homem é um achado. Nenhuma humanidade devia existir sem estas espécies que escapam às malhas da medicina psiquiátrica. Bom, este parágrafo foi só para explicar a vontade de falar.
Apetece-me falar de muitas coisas. Também daquelas que muita gente anda a falar por aí que eu não tenho criatividade suficiente para me apetecer falar de coisas que nunca ninguém falou. Podia ser de políticos, ou de não assuntos maite-saramago-deputadofendido-cardealalucinado (desculpem a falta do trema mas estou a escrever num teclado apple), ou do objecto sexual que comprei num site erótico chique (vejam Coco del Mer ou Lelo, são uma delícia). Mas não. Vou falar então um bocadinho do post em baixo.
O meu sobrinhoquerido diz-me sempre a mesma frase quando entro em casa dele: "Tia, vamos lutar", e segue logo para o quarto a buscar o armamento necessário. Invariavelmente a minha resposta é que não quero lutar, não gosto de lutar e quero é beber um café e fumar uns cigarros na esplanada-sem-condições. Ontem, porém, já estava eu a começar a frase do "não gosto de lutas" e resolvi substituir por "não gosto de armas" porque na realidade adoro lutar e pareceu-me de mau gosto estar a enganar o rapaz. E então lá o convenci a deixar a armadura e as espadas no canto e prometi que ele ia adorar uma luta fantástica que é o sumo que lhe ia ensinar. Rapidamente fui ao nosso tube verificar a etiqueta do sumo e fiz tudo como manda a tradição à excepção de atirar com a farinha para o chão porque suspeitei que isso originaria outra luta (com a mãe dele que não percebe nada de sumo). E lá lutámos. Depois tentei ensinar-lhe boxe que é o meu preferido mas ele não se interessou e só consegui fazer a parte da etiqueta: a entrada à balboa.
Ia continuar, mas imperativos laborais impedem.
1 comentário:
mmmmmmm ....
Hoje pareces eu, um piquinho filosófico-lamechas.
Gosto muito de ouvir pessoas, modéstia à parte sou a melhor ouvinte do mundo, e até vou relevar essa ofensa à minha espanada. E JURO que vou tratar da mesa ikea para teres tudo a que tens direito :)
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