16.6.09

Eu acho isto tão lindo quanto parvo


De manhã só não deitei fora o jornal (o Público, passo a publicidade), juntamente com o iogurte líquido que tinha acabado de beber por causa de um texto do Jorge Marmelo (cronista que veio substituir o filósofo Desidério Murcho, com pena, que há textos que só leio pelo nome dos seus autores - o aspecto visual conta muito) intitulado "Paris Aveiro". Adivinham do que se trata? Ora, Paris de Hilton e Aveiro de Cristiano Ronaldo Aveiro. O Jorge Marmelo faz um paralelo engraçado entre o mundo ficcional e o Real (tem tudo a ver), e eu gostei do texto porque é parvo, e eu por razões pessoais sou extremamente sensível à parvoíce. Mas não é preciso irem a correr comprar o jornal, é parvo mas nnão tanto, e o resto da edição de hoje é medíocre. De qualquer forma o interessante deste texto é a possibilidade, ainda que muito improvável, mas extraordinariamente romântica, de Paris e Aveiro se tornarem num só. Lindo! Se for cumprida a tradição e a noiva passar no crivo apertado de dona Dolores, quem sabe um dia ela pode vir a chamar-se Paris Aveiro (parece nome de troço, mas mui rico e mais romântico que Caia /Poceirão).

Só que, segundo o autor da crónica:

"Na realidade alterada pelo futebol, porém, não há lugar a inocências destas. Basta ver as imagens dos paparazzi: A Gata Borralheira e a Cinderela não exibem as partes intimas enquanto abocanham o príncipe com um apetite de fazer inveja ao lobo mau"
Devo dizer que sempre confundi a Cinderela com a Gata Borralheira, e que a última tem um nome badalhoco. E que não me parece que a Paris esteja assim, como dizer, a abocanhar tanto. Força Paris/Aveiro!

2 comentários:

alii disse...

Também li este senhor marmelo. Não conhecia. Troca com o desidério? (cultura geral: desidério vem do italiano e quer dizer uma coisa qualquer bonita que não me lembro).

Andava desde ontem a tentar lembrar-me do nome da matriarca aveiro. Dolores! Isto porque estava eu ontem nos correios aqui do oriente e quem se sentou ao meu lado? Senhora Dolores. Estava com cara séria. Parecia triste. Não consegui perceber o que mandava. Era uma encomenda. Deduzi que fosse um chouricito para o menino que está fora. Quem quiser saber mais infos (roupa, frases, companhia...) diga. A espera foi longa e o meu canto do olho capta tudo. Só não falei com a senhora porque estive a pensar o tempo todo em como se chamava...

A propósito do romance paris-aveiro: duvido que seja um romance mas era o melhor que o rapaz fazia. Animada esta rapariga. De certeza que não o deixava ir passar aquelas férias gays com os amigos foleiros. E talvez ele desse uma contribuição para o TGV (na condição dos apeadeiros paris-aveiro, claro). Olha lá se não era um bonito presente de casamento?

Van disse...

Qualquer coisa bonita mas murcha, portanto ?!

Olha, alli, acho que é isso mesmo, eles casavam e como uniam fortunas, logo faziam a franqueza de nos oferecer o TGV, com essa condição que tu dizes, nós, portugueses agradecidos passaríamos a gozar um feriado na data comemorativa do casório e eles seriam aclamados como os nossos príncipes (a rainha mãe seria sempre a dona Dolores).

P.S. não desfazendo no duque de Bragança, nem no senhor da câmara pereira.