24.2.09

Duti Fri


Gosto dos espanhóis. De Espanha. Apesar, de no essencial, não me identificar com nuestros hermanos, o meu lado misantropo em nada se mistura com o social espanhol, com a vida de rua. Mas é um facto, a minha linha paterna é da raia alentejana, o meu avô e nasceu em Elvas, a minha avó em Campo Maior. Muita da minha família fala espanholês, tem amigos espanhóis, vê essencialmente a televisão espanhola, viaja em Espanha e torce pelos espanhóis. Eu também (adorei que a Penélope tivesse ganho o Óscar, foi muito lindo aquele seu discurso, guapa!). Este fim-de-semana fui visitar a família e fartei-me de ver televisão espanhola. Vi um programa sobre viagens, apresentado pelo famoso Sardá, em que ele visita os seus conterrâneos no mundo, o programa tem um nome extraordinário, 'Duti Fri'. Também tive oportunidade de ver o Corazón, Corazón. Que é do melhor, a vida cor-de-rosa de nuestros hermanos é que vale a pena! Desculpem lá os tugas. Ler a 'Hola já é bom mas, ver na televisão é muito à frente. Assistir em directo ao telefonema da Baronesa Thyssen - aquela senhora dona do museu Thyssen-Bornemisza em Madrid, para o programa da tarde a dar conta do seu padecimento, que é, desconfiar do neto, quer dizer da nora, e mandar o filho fazer um total de 3 testes de paternidade para tirar a teima. E ela contar todos os detalhes do litígio, é um acontecimento! Mas os espanhóis são assim, provocam acontecimentos com grande facilidade. É gente que sai à rua. Gosta do belo do convívio, sentem-se bem em multidão. Para se divertirem, para defender as suas causas ou para chorar a dor. E não fazem "ajuntamentos" por menos de uns milhares de hermanos. É gente que mexe, que fala alto!

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