
Este fim-de-semana fui ver o “Slumdog Millionaire”. Ia com alguma boa expectativa. Pela excelente crítica, e também pela crítica polémica e negativa – o texto no ípsilon, do jornal Público. E claro, pelos prémios e nomeações. Estava curiosa.
Gostei, acho que é, de facto, um grande filme. Uma grande ideia para argumento, misturar as duas histórias, a vulgar história de amor- destino, com a história do rapaz slumdog que ganha um concurso e uma soma bilionária. Muito interessante, também, o forte conteúdo humano - uma realidade que não estamos sempre cientes como povo a ocidente. Também gostei da música e do final do filme. Que é muito actual, bollywoodesco.
Quanto ao arrebatamento, que julgo funcionar como bitola individual, esse não existiu. Fiquei com a sensação de que a preciosidade encontrada podia ter sido melhor esculpida. Assumo também algum desapontamento pela forma como foi tratado o tema central, a história de amor, uma lamechice não assumida, que tratada assim resulta prosaica. E o ritmo. O filme perde algum ritmo e personalidade a partir do meio.
É um excelente filme, mas podia ser superior.
Isso é que irrita.
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