13.2.09

Uma dextra outra sinistra

Este é o resultado de uma tarde de troca de emails galhofeiros, entre mim e a companheira, Buddy, em inglês, que quase deu despedimento colectivo. Como nos rimos muito com o resultado resolvemos publicar esta parvoeira a duas mãos -uma dextra, outra sinistra. Avisam-se as almas sensíveis que os delírios contêm linguagem puxada, mas que rima.

Amiga
Andava eu na vidinha,
querendo ser boa e virtuosa
eis que certa situação
me deixou, por demais, venenosa.

Toma um Kompensan
que isso te alivia "Amiga",
dizias tu, prezada,
cadela de tertúlia antiga

Mas de amiga nada tinha,
essa triste ambiguidade
gostava de desfazer nos outros
o que tinha, pela metade.

Vais comer (d) a mesma dor Ó cadela,
o que em mim mataste, não se apaga assim
do teu fel fizeste sem saber,
este meu sabor, um pouco de mim.

Sabor que com prazer disfruto,
transformei em triunfo a dor
atropelei o teu desdém com um sorriso
tranquei-te num baú de bolor.

Doméstica
Estava eu a estender roupa
quando o vi com tesão,
sucumbi de ardente
ao seu amor mandrião

Queria dizer-lhe bem alto,
não te custa, não sobra p'ra ti!
mas ao vê-lo assim erguido,
ao seu encanto me rendi.

Agora esquece-te disso,
e agarra-te ao varão,
deita-te nas peúgas pretas
disse-me ele, feito cabrão

Ao ouvi-lo sobranceiro
senti o sangue ferver,
meti-lhe as meias na boca
p'ra ele nunca mais se esquecer.

É disto meu amor,
que a vida me faz temer
doce eternidade e
roupa suja de prazer