Os meus pais, aliás, todos os pais dos nascidos nas castas dos 70’, eram libertinos contidos. A arriscar mudança, porque o tempo assim o começava a permitir. Na escolha do nome dos filhos, a mãe moderna aventurava-se pela primeira vez a quebrar a regra clássica. Excluir da opção para registo do macho, a graça do sogro ou, a graça da futura madrinha, caso o rebento fosse fêmea. Com algum desvario (e delírio hormonal), aquela mãe pródiga atrevia-se a arriscar nomes para o seu primeiro filho (cobaia por excelência). Muito arrojado.
(quando chega a altura de escolher o nome dos filhos, os pais viajam por diversas comarcas. Desde os sofridos territórios da experimentação ao simples acaso. Passando pela moda fashion, pela moda burguesa, alucinação vária, reflexão ao calhas e até, algum infortúnio no momento do Registo)
Sem comentários:
Enviar um comentário