Sem querer vejo-me reflectida num desses espelhos. Somos iguais, eu e a outra, mendigamos o mesmo olhar mudo, partilhamos meio cigarro e o café, em copo de plástico branco. A outra observa-me e isso deixa-me pouco à vontade. Disfarço, finjo ver o que me resta ver, que é praticamente nada. Não aguento, espreito. Afinal somos tantos. Uns iguais outros parecidos, depende do ângulo. Fumamos e bebemos café, ocupamos estes passeios e depois regressamos aos nossos offices espelhados, entrosados nessa Lisboa "moderna" do estado novo. Vejo pouco. Não reconheço estes transeuntes. Não chego sequer a ter a dúvida, se somos companheiros de viagem urbana, de quiosque, ou parceiros de sofá.
Esta não é a minha praia.
Esta não é a minha praia.
3 comentários:
E não é mesmo... Mas sabes o que te digo? No mar, para não morrermos afogados, devemos flutuar enquanto esperamos socorro. Flutua amiga e em breve irás dar à tua praia paradisíaca de águas mornas e de um azul arrebatador que te façam sentir em casa. Tenho a certeza. (ponto final mesmo, porque é uma CERTEZA).
ou a Baixa-Chiado (fui muito feliz na linha verde). Deixar de fumar tb convém :)
bjs
e de maneiras que é isto. :)
P.S. Não gozar com a importante decisão. É imperativo que o faça! Deixe de fumar menina para que dure muitos e bons anos a nadar na sua praia.
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