5.12.08

Família Feliz


Não tenho costela esotérica e passei a desconfiar de alguma ciência. Pelo menos daquelas conclusões científicas que encontro avulsamente publicadas em meios muito variados. Com atenção, semana-sim-semana-não, podemos tirar ilações profundamente contraditórias desses estudos. Aprecio especialmente certas discordâncias no terreno da 'paparoca', do que faz bem, do que faz mal, as combinações possíveis, a sua relação com as patologias da actualidade. Enfim, um chorrilho de teses.

Hoje no 'Público' vem um estudo, aparentemente suspeito, contudo com a bandarilha de Harvard e publicação no site do British Medical Journal: "A ciência comprovou que a felicidade é mesmo um fenómeno contagioso". Pronto, isto não é brilhante, mas há um pormenor geográfico nesta conclusão, "Se vive a menos de 1.5 quilómetros de distância de um amigo que sente feliz, as suas hipóteses de ver a vida com bons olhos aumentam 25 por cento"

Em condições normais teria esquecido rapidamente o que li, não fosse o telefonema amigo (e melancólico) ontem à noite com a novidade: a 'Família Feliz' vem finalmente a habitar esta paróquia (e a menos dos tais 1.5).

p.s. Os mesmos cientistas (os tais de Harvard) concluíram que: a tristeza não se espalha, ao contrário da obesidade e o deixar de fumar. Fica aqui a nota.

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